s.f. (...) indicação de que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".

(Psiu: Sobre aquela falta de ideias)

8.6.16

Ela faz cinema

Não é como se eu fosse te querer só pra mim.

Eu não tenho responsabilidade nem direito algum sobre a posse de uma pessoa. E isso me é racionalizado constantemente; eu busco de todas as formas abrir qualquer fronteira que te prenda do exercício total de liberdade.

Racionalmente eu sei,
eu sei,
eu sei.

Liberdade não permite essa disponibilidade gratuita sempre; ela não pode e nem deve prestar atenção por obrigatoriedade.
E me é muito difícil com todo esse ego e absorta nesse clima de falta de fronteiras físicas acreditar na indisponibilidade momentânea.

Tenho que me frear pra não _querer_ essa presença a todo momento porque isso cerceia de alguma forma e alimenta dependência. Nem sempre seguir os instintos te levam à coisas saudáveis; as vezes a gente tem que deixar a razão limpar essa bagunça.

É muito difícil não querer que me façam protagonista e é completamente injusto; eu coloco outrém como protagonista e fico no desejo guardado de protagonizar também, enquanto me sinto cada vez mais apagada na coxia. Talvez porque eu não tenha maturidade suficiente para entender que eu tenho que me protagonizar e interseccionar as histórias, e não me colocar à permuta gratuitamente.

Que o dharma me proteja, pois sozinha eu não dou conta de mim.

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