s.f. (...) indicação de que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".

(Psiu: Sobre aquela falta de ideias)

31.12.11

Súplica

(Texto escrito originalmente em 24 de Setembro de 2010 e publicado sobre o pseudônimo de Faux Sanscoeur. Eu era meio bobinha mesmo).

Uma carta, talvez, eu devesse escrever para ti.

Soaria, talvez, socialmente estranho eu mandar-te uma carta falando o quanto eu realmente odeio acompanhar-te com o olhar, o quanto me sinto uma estúpida por estremecer só de ouvir sua voz pronunciando meu nome. E essa mesma voz ecoando na minha cabeça várias vezes.
É óbvio que eu não deveria ligar tanto para vocês. Talvez se eu fosse menos egoísta e escutasse mais os outros ao invés do meu próprio coração provavelmente eu não estaria nessa constrangedora situação de escrever uma carta sobre como você melhora os meus dias sem nem ao menos saber, ou fazer questão disso.
Tudo é sobre você. Seja se você estiver gostando de mim, se preocupando com a imagem que passará pra mim, se preocupando comigo, ou seja se você esqueceu que existe uma garota a qual subitamente desejaria que você pensasse nela da mesma forma ou até mais do que ela pensa em você. E, pode ter certeza, é MUITO difícil isso.
Sim, pensar na garota que te ignora porque timidamente ela teme que as coisas não deêm certo, então ela prefere continuar se iludindo com tal magia do que tomar coragem. A garota que confundiu um "eu gosto de você" com um "eu te amo" e que acha que você é, por direito, dela. A garota que adoravelmente perde a fala quando você se direciona a ela, e o nervosismo toma conta de todo o seu ser a ponto dela lhe dizer coisas terrivelmente embaraçosas e fazer-te rir. É, a pessoa que dedicou cinco anos de sua vida para uma pessoa em que ela não ligava se a conhecia ou se gostava dela ou não. Ela te admirava de qualquer jeito.
É insano o quanto esse sentimento, que alguns chamam de amor, nos torna tão vulnerável. Algo extremamente indecifrável, complicado e, tenho que admitir, muitas vezes é viciante.
Sei que tal garota é dotada de um exagero temivelmente notável. Talvez você devesse indicá-la um psicólogo.

Ou talvez, só talvez, você devesse amá-la o quanto ela amou-te depois de tudo o que você fez com o coração que você furtou da mesma.

Um comentário:

inês. disse...

Olá!
Criei à uns meses um blog que se chama: “Magazine” e gostava que o visitasses e quem sabe, se gostasses, seguisses.
Fica aqui o link: inesblogmagazine.blogspot.com
Espero que gostes, beijinho*