s.f. (...) indicação de que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".

(Psiu: Sobre aquela falta de ideias)

19.12.10

Uma pequena ode à escrita.

A caneta desliza e releva delicadamente sobre o papel anteriormente vazio (aos mais tímidos e inseguros, a mistura de carbono facilmente apagável parece à escolha mais segura).
Palavras voam por toda a parte no imaginário do portador do objeto de escrita, e cabe ao mesmo fazer a junção perfeita. Não há quebra-cabeça mais complicado e prazeroso. Elas definem que tipo de pessoa tu és, quem finge ser. É a armaria humana mais perigosa.
Tornei-me escrava das palavras. Elas têm um poder devastador sobre mim, mesmo que eu não as use com tanta sabedoria.
Um hábito tornou-se necessidade.
E depois de muitos deslizes, tal como em grandes quadros, a pincelada final (sob a forma de um toque delicado chamado de ponto, na ocasião encontrada).

O papel já não está mais vazio.

Sou entusiasta da escrita. Caracteres nunca substituirão uma boa grafia. Há muito não lembrava essa sensação e é um prazer voltar a uma velha mania.
Troquem as páginas da internet por paginas de caderno por alguns instantes; Google nenhum revelará tanto sua personalidade quanto você.

2 comentários:

Nasaneeds. disse...

Dizem até mesmo que a caligrafia revela um pouco a sua personalidade. Mais um ponto para usar o caderno de vez em quando.


Na verdade, há uma certa graça em ler cadernos antigos a documentos no word antigos. A graça de ser diferente, de ver como mudou, etc, etc. Há uma certa autenticidade, enfim.

Gabriela Sá disse...

É, eu acho o estudo da grafia algo fascinante.
Analisar arquivos antigos é um dos meus passatempos favoritos, o modo como me expressava anteriormente, chega até a ser engraçado.