s.f. (...) indicação de que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".

(Psiu: Sobre aquela falta de ideias)

13.10.10

Conhecimento falsificado


Atenção: Esse texto é totalmente opinativo e observador, com muitas generalizações. Se houver alguma menção errônea, por favor, identifiquem e me avisem.

Depois da inclusão digital, da banalização do fanatismo e da fixação por números (a qual o grupo citado posteriormente nesse simplório post se encaixa), uma das coisas que mais vêm me intrigando (e irritando) na internet são os “pseudo-cults”.
Eles são basicamente pessoas que dependem do Wikipédia e do corretor ortográfico do chrome para fingirem ter discernimento sobre assuntos variados. Preferem não falar opiniões polêmicas para não perder followers, ou simplesmente xinga pessoas que banalizam suas coisas favoritas, sendo que os mesmos banalizaram tais coisas (tipo Beatles, The Smiths, etc), procuram bandas com a tag “indie” e “folk” na Last.Fm só para aparentarem ser diferentes e leem resumos de livros culturais no coladaweb para interpretarem um personagem extremamente inteligente... E falsos.
E o que me irrita mais? É que essas pessoas, na vida real, não são repreendidas ou chamadas de nerds, antissociais, toscas, malucas, são vistas com olhar de nojo só por ter neurônios acima do elevado. Elas afirmam "sofrer preconceito”, mas não sabem verdadeiramente como isso dói. Elas não sabem o que é não ter amigos. Provavelmente foram os tipos de pessoas que apontavam o dedo sujo para aqueles garotinhos mais solitários e falavam coisas do tipo, e depois queriam se tornar eles só para garantir alguns seguidores no twitter, já que ser inteligente virou cool.
As pessoas parecem que só valorizam algo quando eles viram “cool”. É impressionante.
Não estão nem aí se essa inteligência lhe garantirá um futuro ou pode ser considerado um traço de sua personalidade. Todas essas informações que eles afirmam ter na mente serão futuramente jogadas no ostracismo mental.


E por favor, se você se identificou com alguma das características citadas, assuma seu erro e volte a ter sua autenticidade. Você vai ganhar meu respeito e, talvez meu follow, se isso for algo de grande importância para você. Sério.

4 comentários:

Júlia Vidal disse...

É a primeira vez que visito esse blog, e dou logo de cara com um texto desses. Não estou criticando, muito pelo contrário, concordo plenamente com grande parte das coisas que você falou. Uma pessoa (que eu não sigo por sinal -q) falou hoje no Twitter uma coisa que é completamente verdadeira. A citação era "minha geração banalizou os Beatles". Foi o(a) @AnarchyGuitar quem falou, e apareceu na minha timeline pq foi retweetado. O que ele(a) falou não passa da mais pura verdade. É deprimente ver adolescentes na faixa dos 15 aos 18 anos atualmente pagando pau de "cults", achando que gostar de bandas das décadas de 60 e 70 irá vangloriá-los e assim sua auto estima recém "pseudo-cult", como você mesmo(a) falou, irá, provavelmente, servir de auto afirmação para eles.
Eu realmente não sei se o meu comentário atingiu o objetivo que você esperava com esse post, mas foi ótimo, pois serviu de desabafo pra mim mesma.
Então é isso. Ah, e parabéns pelo texto.

Gabriela Sá disse...

O tweet também apareceu na minha timeline, haha. O pior é o fato deles não fazerem idéia de todo o contexto histórico ou importância das bandas que banalizam, ou pensam que se forçarem a ouvir algo que anteriormente era indiferente para os mesmos, irá fazê-los pessoas melhores. As pessoas deixam de ter autenticidade para simplesmente aderir a "nova moda". Esquecem os ideais que as bandas lutavam, para simplesmente forçar uma imagem falsa de individualidade. E eu realmente gostaria de entender o que se passa na mente dessas pessoas, se elas realmente acreditam que as pessoas não percebem sua tentativa meio frustrada de ser alguém interessante.
Não se preocupe com seu comentário, sinto-me lisonjeada por ter leitores como você. E muito obrigada, mesmo.

@ledeathangel disse...

Eu gosto de tudo isso e não é fascismo.

Gabriela Sá disse...

@ledeathangel Não disse que gostar disso é ser falso. Eu quis dizer que forçar-se a gostar disso só por ser "cool" é muito ridículo.